Engraçado... Faz bem pouco tempo que descobri o meu gosto pela palavra escrita. Sim, porque a falada é óbvia mas a cantada é a minha grande favorita. Apesar disso posso dizer sem pudor, que nunca fui uma pessoa de ler muito.Quem não me conhece e me olha, deve achar que eu passei a vida como uma bela CDFzinha interessante que misturava sua realidade e imaginação, com os livros! Fué, fué, fué...! Bull shit! Essa era a minha irmã mais velha!
Eu tocava mó rebú, mas era simpática no convívio com os adultos, e falava muito, com palavras difíceis e sobre assuntos deveras complexos (que eu mesma não dominava), mas como sempre gostei de música, modulava bem as frases, elas saíam bonitas e acabava sendo sempre bem convincente... Além disso eu era amiga dos meninos e sentava com as meninas malandrinhas do fundo da sala... Como diria meu querido amigo Arthur: "O menos safo corria de tamanco de costas"
É gente... A vida passa, e as coisas mudam! Acho que as pessoas acreditaram tanto que eu tinha essa imagem, de inteligente que eu acabei acreditando mais na minha capacidade, e resolvi me aprimorar. Acho que é por isso que hoje não me envergonho de confessar o meu passado... Mas o fato é que, eu vendo mais credibilidade, que eu pensei que tivesse, e se cola tão bem, devo presumir que algo nisso tudo, não é tão “fake” quanto eu pensei que fosse.
Outra contradição: Meus amigos dizem que tenho cara de gente rica, chique. Acho engraçado, pois minhas origens em Marechal Hermes, não condizem com essa imagem... Mas vão bem com pão com mortadela e refresco! É... Vejo que eu não passo de uma bela mistura entre a cabeça dura, de papai, seu lábios verborágicos, seu “nariz-im(pé)tuoso” e seus olhos marejáveis, com a candura das mãos de mamãe, os acalantos quentes do seu colo e esse maldito quadril largo com bacon extra! Bem... Eu acho que eu não sou nem o que eu penso ser, nem o que os outros pensam, eu sou mesmo bem estranha (no conjunto da obra), mas acho tudo isso muito divertido!