Respirante em ebulição.

Luiza Sarmento, Brazil
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18.8.11


Caso Zara: Enquanto nós somos pessoas que temos muito mais do que o mínimo, pra viver. Há outras que doam sua própria vida, pra viver. Seu máximo sem luxos! E nós iludidos, exploramos sem saber, e nos calamos aos sermos explorados... eles devem estar chocados, por estarmos chocados.

10.12.10

Paranóia 140 caracteres.


Cuidado! Todo cuidado é pouco ao desbravar mares "internáuticos". Com essa onda de frases soltas a 140 caracteres, por post, as palavras ao vento podem operar desde uma neblina cibernética passageira até um temporal de críticas sem proporções. O que era pra ser uma piadinha ingênua pode se tornar ofensa grave, dependendo do contexto extra virtual e do seu receptor... e você só queria se expressar!

É aí que entra uma nova doença, uma febre eletrônica, que acabo de detectar: Paranóia 140 caracteres. O Ministério da Saúde adverte: não se trata de mais um vírus atentando contra seu hard disk. Está mais pra spyware, mas numa versão subjetiva do ego do seu avatar eletrônico, no seu Facebook, Twitter, Orkut (para a galera que curte um ciber vintage) e etc. você se sabe observado e escreve seus posts diários, dando "coices" voluntários e involuntários... até que um dia quem não tinha que se ofender, se ofende. E começa a dar coices aparentemente involuntários, mas se colocar um pouquinho de malícia, é um míssil teleguiado dissimulado. Pronto! Se você conseguiu ver a maldade... é porque já pegou a doença. Tudo passa a parecer teoria da conspiração, ou uma perseguição paranóica.


A notícia boa é que pode passar rápido. Basta dar um block, excluir ou simplesmente dar um hide no sujeito da infame oração e aguardar o fim do mal estar. Resolvido? ...em parte. Apenas por enquanto, e esta é a primeira parte da má notícia (se isso se resumir a questões fora do âmbito profissional). A segunda é que ela é altamente contagiosa e mesmo que você não faça parte do grupo de risco (artistas famosos, celebridades, poetas, jornalistas, advogados, maridos e mulheres ciumentas, fiscalizados e fiscalizadores em geral), a coisa toda é tão dissimulada que quando vê, você já respondeu atravessado a alguém que não compreendeu o que você quis dizer, e você aguarda uma resposta, doido pra contra argumentar e assim travar uma guerra de alfinetadas e ironias (quando sai barato).

E tudo isso acontece em um refresh. Simplesmente pela rapidez e facilidade de acesso às redes sociais. O que era um ruídinho na sua comunicação vira um estrondo, microfonia! E para aqueles que não perdem uma boa picuínha de entrelinhas, está feito! O cenário perfeito! ...e pra explicar que focinho de porco não é tomada?! Dá trabalho, viu!

Outro grupo de pessoas que está muito suscetível são aqueles que gostam de amizades virtuais. E não tem amizade menos exposta, não. Das coloridas às preto no branco, os sentidos brotam nas entrelinhas e quanto maior o ciúme, a emotividade, vaidade, TPM, recalques e congêneres... pior a coisa fica. Meu pai sempre retwitta uma frase que meu avô repetia em seus "posts"analógicos diante das situações da vida: "amor e ódio são pregas de um mesmo tecido". Isso é mais velho que andar pra frente. E não importa se esse tecido está em malha de fibra óptica ou não. Os diálogos costuram as pregas e as entrelinhas fazem o arremate final do acabamento, tudo isso na velocidade da transmissão de dados da sua conecção, cada vez mais veloz. E quando o "amor vira ódio", a espionagem é o mais potente e viscoso fel, que desce azeitando as engrenagens dos mal entendidos.

Dica: trate de abrir bem os olhos, e ter o cuidado de colocar um smille no final das suas frases ingênuas. Para aqueles que sofrem desse mal, exclamação é provocação quando colocada numa sentença que dê margem a múltiplos entendimentos. Mesmo que não tenha sido intencional. Esse é o mundo dos 140 caracteres! Rápido, passional, e milimetricamente contabilizado. Cada letra, cada palavra, cada acento, cada ponto... vale ouro!

Portanto fique atento. Para não comprar brigas gratuitas ou que você não se flagre num duelo quixotesco, contra esses moinhos de ventos eletromagnéticos... como eu, que já estou discorrendo e teorizando sobre eles, certa de que fui contagiada, tento aqui, transformar veneno em remédio.

28.7.10

C u i d a d o : Não leia. Indigesto!

Hoje voltei do meu almoço amargando um diálogo bem indigesto. A garçonete dizia: "Eu não sou racista, nem preconceituosa, mas veado não é coisa de Deus. Por mim tinha tudo que morrer, não fazem filho, então tá errado. Deus não fez desse jeito". Antes não tivesse ouvido tamanha imbecilidade! Aquilo me deixou numa gastura, sem proporções! Como pode o amor ser pior que a intolerância?! Porque as pessoas se importam tanto com a vida sexual das outras? E ela complementava dizendo: "Quando meu filho vê essas coisas, eu aponto e digo: Isso é boiola! E você não gosta disso, entendeu?!" Meu estômago embrulhou-se novamente. Fiquei pensando sobre como nascem os skinheads, os Nazistas, os Brunos da vida!

Lembrei do conselho do sensei: "Não precisamos gostar de todo mundo, mas sim respeitar o outro". Como não conseguiria pronunciar nada respeitoso, silenciei-me e tentei imaginar uma cena engraçada, então. Para afastar a raiva desse corpo que não estava a fim de lhe pertencer, imaginei ela encarando o pôster, de algum galã de novela, que ela nem desconfia que seja gay - Pois eles também estão se protegendo do bulling publicitário... É! Tava ficando difícil!

Incomodada me levantei para pagar minha conta. Não consegui olhar nos olhos da sujeita, pensando que se me intrometesse, não ganharia nada com isso. Estava bem claro que se tratava de uma pessoa, extremamente ignorante e limitada. Senti a ira subir quente! Recitei baixinho meu mantra apaziguador, como se puxasse o gatilho do extintor. É preciso lembrar que pessoas ignorantes e limitadas não são apenas a garçonete e suas amigas ali concordando. Mas muito bacana de cobertura da Vieira Souto e condomínios da Barra de Tijuca fazem o mesmo discurso quando marcam seus pegas nas madrugadas, medindo seus paus e matando pessoas, com seus papais vindo lhes socorrer promovendo mais mau exemplo, enquanto roubam mais uma vez a oportunidade de seus filhos aprenderem valores e limites, que nunca souberam dar.

Não vou me igualar sendo preconceituosa, justificando a pouca tolerância da ignóbil garçonete, por pouco aceso à educação, nas escolas e em casa. Isso seria o mais preconceituoso dos gestos. Seria como as cotas universitárias! Os Mauricinhos estudaram nos melhores colégios e fizeram pior. Mataram! O problema é a falta de educação moral e cívica, endêmica, que assola esse país e as famílias. Estamos moribundos de valores em todas as classes. Não quero nem falar sobre os policiais e sua "corrupção passiva", seria chover no molhado. Nossa sociedade está podre e oca, mas não deixo de acreditar que temos potencial para sermos melhores.

Você pode estar pensando: que garota maluca! Como pode comparar duas coisas tão distantes? Pra mim, são todos iguais! Não passam de pessoas ignorantes (pra dizer, o mínimo). Ignoram o valor da vida nos seus muitos aspectos. Da mesma forma que a garçonete luta contra a liberdade sexual das pessoas, utilizando o nome de Deus, muitas pessoas lutam, por sí mesmas. Loteiam sua ética mutilando-se com a faca da corrupção, ao invés de estarem mais preocupados em polirem seu caráter e tentar diminuir os problemas do mundo, se esforçando para serem e criarem pessoas melhores. Abrindo mão da ancora da intolerância, engolindo alguns sapos e, entendendo que não dá pra mudar as pessoas sem permitir que elas assumam a responsabilidade de seus gestos. Só a experiência e a disciplina educam.

Cada um é o que é! E o mais esperto nessa seleção sócio-natural não é o corrupto que brada dizendo que o mundo é seu - corroborado pelo que as novelas e jornais nos fazem acreditar. Esperto é o que levanta a bandeira branca e entende a leveza que é saber respeitar o outro e suas diferenças. E que para todos os seus atos há conseqüências. E como o mundo pode ser melhor, se formos melhores.

Tenho certeza de que paz é uma das poucas coisas que todos no mundo adorariam ter. Até os extremistas se explodem acreditando num paraíso cheio de virgens para descansar sua eternidade. Quem não gosta do sono dos justos, sem dívidas, sem brigas, sem ameaças? Profundo e revigorante! Mas o tempo corrido, não deixa. A sanha faminta do dinheiro, não deixa. A fome, não deixa. A falta de saúde, não deixa. A rotina, não deixa. A falta de educação, não deixa. A descrença em um mundo melhor, não deixa... Por que o que se chama de prioridade é outra coisa. Porque alguns, perderam a referência de um sono tranqüilo na sua longínqua infância, ou em alguma remota encarnação. Engoli o sapo de hoje, mas não sou nenhuma idealista sentada atrás do teclado. Justiça é imprescindível e votar bem, também é!

No passado as mulheres não votavam! E os homens ignorantes da época, lutaram contra os direitos delas. Os negros eram escravos, e outros ignorantes lutaram contra suas liberdades. No passado as mulheres não eram independentes, não trabalhavam, e aqui estamos nós, eu e a garçonete. Uma diante da outra. Duas guerreiras lutando diariamente contra o preconceito e o machismo no mercado de trabalho. E ela perguntava, mascando um chiclete de boca aberta: - débito ou crédito? Eu pensava: - desde que o mundo é mundo, intolerância não é mais saudável do que respeito. Então me senti irmanada a ela (pelo menos em alguma coisa), lamentando que ela não enxergue o que eu enxergo, mas sei que muitos são capazes. E ela dizia: - ei! Psiu! Colega! Débito ou crédito? E eu respondi resmungando: - débito colega! Débito.

Saí do restaurante um pouco tonta, me sentindo uma formiguinha clamando num megafone por mais amor no mundo. Mas tenho certeza: isso é de Deus... do meu Deus.

15.7.10

Preservem os mistérios insondáveis



Quem veio primeiro? O Ovo ou a galinha? Sempre que ouvia essa pergunta me sentia apaziguada. Tanto faz! …Afinal de contas não vamos ter resposta sempre, pra tudo. Não devemos nos preocupar tanto… no final a gente sabe que os dois vão pro mesmo lugar… Afinal de contas eu como os dois… Um pensamento típico de topo da cadeia alimentar, eu sei. Mas era reconfortante como leite quente, antes de dormir (sem precisar contar carneirinhos). Me livrava de ter que estar no controle o tempo todo. Era simplesmente uma pergunta retórica.

E não é que os vegetarianos são realmente menos culpados que nós, carnívoros. A galinha veio primeiro! Anunciam os jornais. Segundo pesquisas inglesas, (que ainda tem recursos pra gastar com esse tipo de recusa à inexorabilidade da vida, mesmo com a crise na Europa!) o ovo é um conjunto de cristais gosmentos que se formam dentro da galinha, que se juntam numa mesma causa ovo. Ou seja: A vida não passa de um experimento em andamento!

Isso é tão humano! - Deve estar pensando Deus remexendo suas coisas no seu cofre de segredos, que acaba de ser assaltado, mais uma vez, por seu filho levado. Para mim a frase soa como: Ah! Esse moleque tá ficando esperto! ( Ele dá uma risada, coça a barriga, abre uma cerveja e sai arrastando os chinelos, orgulhoso, enquanto volta pra sua aposentadoria). Sei que para outros grupos as coisas podem ser bem diferentes, já dando até em inquisição, em tempos mais hostis. Galileu que o diga!

Imagine o Colombo! Que sem conseguir matar a charada, ao menos comemorou tê-lo colocado de pé. Nesse momento deve estar se revirando no caixão, e se perguntando onde foi que errou. Bem, acredito que essa notícia seja a ponta de um Iceberg. Assim como foi ao mapeamento do genoma. O que mais estará por vir? Qual a próxima resposta a ser desvendada? O que acontecerá depois que os segredos de Deus acabarem? Desafio alguém a responder: E a galinha? De onde veio afinal? Ai, ai… Adeus quietude e paz de espírito. Gostaria que sobrasse algum espaço para o imponderável.

20.2.10

Novidade

Bem... Como eu havia prometido: Boas novas!
Depois de algum tempo de gestacao, amanha estarei parindo um sonho!
...Nao, eu nao estou gravida...! Mas a minha musica nasce amanha... Nao e papo de coruja... ou e... sei la... mas estou muito feliz, e gostaria de compartilhar esse momento com todos voces. Assim mesmo, sem pontuacao, til, ou cedilha... O Som ta Muito bacana! ..Pelo menos eu to lambendo a cria! E em breve voces terao uma amostrinha por aqui... Um pouquinho da minha banda SOM DE LOTUS, comigo nos vocais.
Aonde isso vai dar... Nao sei! Mas nao falta pretencao!

27.1.10

Resposta

Queridos ex-ouvintes,

Tenho acompanhado as manifestações de solidariedade de vocês aqui, e compreendo e compartilho a insatisfação de todos. Apesar de ficar muito tentada a dar nome aos bois, não acho que seja ético. As traições vão sempre acontecer ao longo da vida e a gente tem que aprender a lidar com elas. Não vou responder falta de respeito com falta de respeito. Não acredito nisso. Portanto se vocês desejam se manifestar junto à empresa, tanto pra reclamar quanto pra elogiar, encaminhem à direção artística da rádio. Eles são responsáveis pelo conteúdo do que vai ao ar.

Durante o tempo que estive por lá, todos os e-mails (todos mesmo) sempre foram respondidos. Se o tema em questão não está tento nenhum tipo de retorno à vocês, é porque provavelmente o tiro já saiu pela culatra, mesmo. Não gosto de brigas, conflitos ou coisas próximas disto. Entendo que minha trajetória já foi cumprida, independente da forma como foi feito o desligamento. Só peço que não responsabilizem a Bella por isso, nem cobrem dela alguma atitude à respeito. Ela cumpre ordens e dentre elas, não falar no meu nome é regra máxima. Eles apostam na falta de memória do povo brasileiro.

Mais uma vez agradeço por todo o carinho. Não me esquecerei. Eu tenho memória! Nas minhas orações diárias está o nome do tal sujeito. Torço para que ele evolua nessa existência, até para que ele possa passar algum exemplo digno para os seus descendentes.

Em muito pouco tempo vocês vão ouvir notícias minhas! Por enquanto vocês podem ouvir minha voz nas chamadas de programação do Multishow. E até por isso sou grata à rádio. Só estou no Multishow por causa deles. E fora isso a empresa está repleta de pessoas maravilhosas que merecem os aplausos e reconhecimento de vocês... E fiquem tranquilos, as pessoas boas são maioria.

Obrigada. Um beijo saudoso.
Luiza Sarmento.

10.12.09

Espelho, espelho meu...



O que que há minha amiga?

Tô vendo que a vida te engoliu,
Arrotou, cuspiu;
E ontem nem teve comemoração com porre!
É TPM? O Que te ocorre?
Dá pra perceber que...
Você sucumbiu!

Mergulhou de cabeça
Numa vida sem tempo
A disciplina calou
seu argumento
E o caos nada com você na piscina!
Que loucura! Imagina!

Saia já dessa insalubridade!
Assim você vai gripar!
E pode tratar de arrumar tempo pra malhar,
Meditar, estudar, escrever no blog!
E por favor sem rima pobre,
Sinônimos seguidos,

Vírgulas metralhadas.
Parô com a palhaçada!

Acorda filha!
Não é porque um babaca te demitiu,
Que você vai ficar aí estatelada!
Não gaste seu tempo com isso.
Nem se alimente de rancores,
Eles não alimentam nada!
É caloria vazia, cheinhos de gordura trans.
Se entopem nas artérias do coração.

Antes mesmo de você chegar,
Rimando amores e dores,
Esse mesmo cara aí,
O que te demitiu
Já foi mandado muitas vezes
Pra puta-que-pariu!
E olha, pelo score dele...
Virou guia local!
Recebeu a chave da cidade!
Juro! Verdade!

Tá legal!
Já deu pra curtir uma fossa,
Na boa.
Vira o disco e segue em frente.
(Disco? Fudeu! Tô velha!)
Quer dizer... Troca esse pen-drive!

Quer ouvir qual é a boa?
Lá fora,
Na chuva,
As cigarras cantam
A promessa de sol.
Em sí bemol!

2.10.09

Você sabe com quem está falando?

Engraçado... Faz bem pouco tempo que descobri o meu gosto pela palavra escrita. Sim, porque a falada é óbvia mas a cantada é a minha grande favorita. Apesar disso posso dizer sem pudor, que nunca fui uma pessoa de ler muito.Quem não me conhece e me olha, deve achar que eu passei a vida como uma bela CDFzinha interessante que misturava sua realidade e imaginação, com os livros! Fué, fué, fué...! Bull shit! Essa era a minha irmã mais velha!


Eu tocava mó rebú, mas era simpática no convívio com os adultos, e falava muito, com palavras difíceis e sobre assuntos deveras complexos (que eu mesma não dominava), mas como sempre gostei de música, modulava bem as frases, elas saíam bonitas e acabava sendo sempre bem convincente... Além disso eu era amiga dos meninos e sentava com as meninas malandrinhas do fundo da sala... Como diria meu querido amigo Arthur: "O menos safo corria de tamanco de costas"


É gente... A vida passa, e as coisas mudam! Acho que as pessoas acreditaram tanto que eu tinha essa imagem, de inteligente que eu acabei acreditando mais na minha capacidade, e resolvi me aprimorar. Acho que é por isso que hoje não me envergonho de confessar o meu passado... Mas o fato é que, eu vendo mais credibilidade, que eu pensei que tivesse, e se cola tão bem, devo presumir que algo nisso tudo, não é tão “fake” quanto eu pensei que fosse.


Outra contradição: Meus amigos dizem que tenho cara de gente rica, chique. Acho engraçado, pois minhas origens em Marechal Hermes, não condizem com essa imagem... Mas vão bem com pão com mortadela e refresco! É... Vejo que eu não passo de uma bela mistura entre a cabeça dura, de papai, seu lábios verborágicos, seu “nariz-im(pé)tuoso” e seus olhos marejáveis, com a candura das mãos de mamãe, os acalantos quentes do seu colo e esse maldito quadril largo com bacon extra! Bem... Eu acho que eu não sou nem o que eu penso ser, nem o que os outros pensam, eu sou mesmo bem estranha (no conjunto da obra), mas acho tudo isso muito divertido!

1.10.09

Retratos da minha vida doméstica

Escuto a goteira pingando no azulejo, e visualizo o ponteiro dos segundos... Parece uma contagem regressiva do colapso global, corro para o telefone do bombeiro hidráulico e finalmente concerto o boiler. Ufa! Menos um problema! Agora só falta desentupir o ralo, cortar as pernas dos bancos do bar, e arrumar uma receita com camarão. Internet. Google. Achei!


Então vamos lá: O camarão, manteiga, leite, creme de leite, queijo coalho, queijo ralado, requeijão... Nossa! Será que esse rango não ta muito cremoso? Bem sei lá! Aqui tá dizendo que é chulapa... Cozinhar até corar. Acho que coloquei muita água... É só deixar evaporar, então! Uhuuu! Genial! Quase desfiado de tanto cozimento... Pronto já melou!


Não! Pra tudo nessa vida dá-se um jeito! Vamos para o molho: Leite, manteiga, gordura, artérias, quarenta minutos de esteira... Tá ficando caro! Ai, ai... Não terei eu escolhido a receita errada? Bingo! E de fato depois de um dia cansativo e estressante, eu poderia ter pedido uma pizza e acendido umas velas pro meu jantarzinho romântico. Como não dá pra acertar sempre, tenho que dizer, que costumo me dar muito bem pilotando o fogão, mas ontem...


Duas horas e quarenta e cinco minutos depois, o que era pra ser simples e maravilhoso, virou uma super gororoba, metida a chique, com vários camarões me encarando e dizendo: Como você teve a coragem de nos colocar nessa roubada? Nós morremos pra isso, sabia? Olhei pra carinha do João e tenho que admitir que uma das suas maiores virtudes (honestidade), era tudo que meu ego já não precisava.Tudo bem, tudo bem! Quem nunca cozinhou uma gororoba, que atire a primeira papa! De repente o Jaime Oliver, não esteja nesta lista... mas ele é café com leite.


Puxa vida! Desolada, derrotada e meio enjoada, me rendo! Televisão, filminho pra esquecer a realidade e cama! Como diz o Chico: “amanhã vai ser outro dia”! Retorno ao banheiro, me olho no espelho e me sinto envelhecendo, como se pudesse ver a vida passando a cada segundo... Essa vida doméstica está me matando! ...Segundo?! Puta que pariu! Aquele sem vergonha daquele bombeiro hidráulico me enganou! E o pinga pinga continua...

29.9.09

Casa onze

Quando eu era bem pequena, meus pais fizeram meu mapa astral, quando completei dezesseis anos pude ouvir a interpretação gravada na fita cassete empoeirada, e algumas das coisas alí reveladas... Bem, deixa pra lá, né! Isso é muito pessoal. Mas o que me marcou foi a supresa com que o tal astrólogo proferiu: "Nossa! Ela tem onze planetas na casa onze!". E eu pensava: "What a hell?". Bem... Pra mim, naquele momento essa afirmativa não passava de um grande desequilíbrio... O que se justifica em alguns singelos aspéctos da minha personalidade. Então, logo veio a explicação: "...a casa onze é a casa dos amigos..." - Que Zora Yonara me corrija se estiver errada.

Anos mais tarde com um pouco de pesquisa à respeito, muitos trânsitos astrais e um amigo especializado no assunto (valeu Tião!), pude compreender a magnitude de ter onze dos meus vinte e oito planetas, reunidos naquele cantinho de cima do meu mapa. Penso que se existe um boteco astral, é lá que se toma a cerva, e pelo jeito tá bombando! Logicamente não me faltaram exemplos na vida para compreender esse fenômeno. Quase todas as minhas maiores tristezas e alegrias me foram proporcionadas pelos meu amigos. Sofro junto, sofro por, sofro com. Da mesma forma e intensidade, as alegrias. Acho que é por isso que me dói encontrar algum desgarrado que se perdeu de mim.

Meu pai sempre me dizia, com seu clássico tom filosofal:"Minha filha, a vida é um trem e as pessoas vão e vem". Apesar da rima infame aquela frase me pareceu lógica e triste. "Mas eu quero todo mundo pra sempre!", e ele: "Mas não vai querer isso pra sempre, não!", e só faltou "Aguarde e verás". E não é que o véio tem razão!

Alguns me deletaram, outros deletei, alguma amizades floresceram, outras cultivei e as mais verdadeiras são tipo "Maria sem-vergonha", quando a gente mais se desespera lá está ela! De braços abertos. Mas todo esse papo de astrologia, foi só pra chegar nesse ponto. Não sou o tipo de pessoa workahollic, ou que ama loucamente a família, ou os próprios amores... Mas os amigos... Esses sim! E se eu puder em todas essas áreas da minha vida, encontrar amigos em cada uma delas, fechou!

Por isso tudo, quero prestar uma homenagem aos meu queridos, e dizer: Senhoras e senhores passageiros, desculpe interromper sua viagem. Eu podia estar roubando eu podia estar matando, mas venho aqui humildemente lhes pedir perdão por qualquer ruído na comunicação, pelo que já dei a perceber, se dentro do vagão o em outra estação, quero agradecer, antes de mais nada, a todos que puderam contribuir. Deixo aqui o meu muito obrigada aos somam e somaram e àqueles que pensam que diminuíram.
Gracias!

A caminho da forca

Adoro trabalhar. Adoro o que faço, mas não me peça pra negociar. Se tem uma coisa que pra mim é desagradável, humilhante e constrangedor, é dizer quanto vale o show. Em profissões convencionais, existem piso, encargos, planos de cargos e salários, direitos, sindicatos, promoções... Mas na minha, não. Quer dizer... Até tem, mas é algo distante e raro. Toda vez que tenho que me defrontar com essa situação, sofro, não durmo, e fico ensaiando o que dizer. Normalmente, me sinto como um robô que transpira.

Me encontro com o predador, tento não pensar no quanto aquilo é difícil, e procuro fazer foco nos argumentos previamente ensaiados, mas não sem antes perder alguns litros de suor nessa batalha. Coloco minha impetuosidade pra escanteio, fico driblando alguns argumentos desfavoráveis e não esqueço de fazer uma mandinga pro goleirão.


Admiro as pessoas que sabem defender seu pirão, diante da farinha pouca. Sei que existem pessoas que me acham besta e até se ofendem, quando eu mando os meus heróis pra fazer as negociações diplomáticas. As vezes penso que existem alguns contratantes que adoram ver seus possíveis contratados numa situação humilhante, só pela frustração que sentem com suas carreiras, com suas famílias, com seus PAUS. E jorram, e se deliciam assistindo esse longo caminho até o acordo, com todo o seu sadismo na ponta da língua. Tenho certeza que se pudessem nos colocariam pra trabalhar de graça, como quem diz: "Você é que deveria me pagar, pra fazer algo no qual você se diverte e ganha fama". Como se toda a diversão fosse o grande prêmio, e a comida, o aluguel, os impostos e até mesmo a própria diversão fora do trabalho, fosse um luxo.

Sei que essa é uma questão que preciso trabalhar na vida, análise e afins, blá, blá, blá... Mas como não posso dizer o que penso pra essas pessoas, pelo menos divido aqui com vocês. E se você aí que está lendo, é alguma delas... Seja gentil comigo.
Me desejem boa sorte!

3.6.09

Maioridade


Como é bom! Minha casa. Nem acredito como tudo está sendo tão rápido. Entre procurar e achar, cinco endereços. Apenas cinco! Parece até que bateu um vento forte na minha vida, tirou tudo do lugar, e eu decolei, do bom e velho “Ninho quente”. E assim que pousei por essas bandas, tenho olhado para as minhas paredes nuas e sonhado os volumes por entre seus espaços. Começo a rabiscar o esboço do cenário dos meus próximos atos, enquanto os vivo. Determino as minhas cores, luzes, figurinos para faxina e alimentos do prato.
Penso em tábua pra cortar carnes, durante meu almoço, escorredor de pratos quando lavo, e tábua de passar quando visto, logo anoto, listo, e penso: Uhmmm...!Imã de geladeira! Vai mais um pra lista, escorrega mais um pouco do bolso. Vou pro trabalho, e penso: Preciso trabalhar mesmo! Passo a não mais ignorar o despertador, a vida urge de mínima estrutura, e eu tenho que avaliar, o quê é mínima estrutura, pra mim... Nossa! To impressionada com o poder que o despertador vem exercendo sobre mim. Toda manhã toca o alarme da maturidade. E eu boto a roda pra girar!
Quanta vida de gente grande de uma só vez! Penso como deve ser criar filhos. Ops! Bem lembrado: Pílulas! Colocar na listinha de compras... Além de ligar pro técnico de computador pra a Internet, pro proprietário do imóvel pra falar sobre a visita do eletricista e pra minha mãe pra saber se dá pra fazer uma boquinha por lá, só enquanto o fogão não chega. Anoto: Não esquecer de levar as malas (pra trazer mais roupas) e deixar as roupas sujas com ela pra lavar. Fico pensando como levei tanto tempo pra fazer isso por mim mesma. Como tudo isso apesar de parecer difícil para alguns, ou ridículo para outros, pode ser tão bom!
Minha sala ainda faz eco, sinto falta do meu cachorro, deixo de arrumar minha cama apenas uma vez por semana, acabo de comer e lavo a louça, me impressiono com o poder do limpador de azuleijos, e os dotes domésticos de minha avó. Tenho muito pra aprender! Tenho pensado em curso de culinária... mas deixo pro mês que vêm, depois de me acostumar com os novos saldos da minha conta, e acabar de adquirir itens um pouco menos básicos, como: Mesa, sofá, cadeiras, etc.

Bem... já deu pra entender porque demorei tanto a postar desde a última vez, né... Mas, pensei: Poxa! Um acontecimento deste porte não pode passar sem um registro. Anoto: Dia da mudança 15/Mai – 2009.

2.4.09

Ao Sr. Carteiro de Bonecas

Minha boneca Emília, foi viajar. Levou com ela, em sua pequena mala, os sorrisos gratuitos que costumávamos colecionar quando passeávamos pelas ruas, enxergando a vida de baixo pra cima. Acho que preferiu se retirar, e correr o mundo, antes que entristecesse na estante ao me ver tentando me agarrar aos meus fiapos de fantasia. Sofri nessa época, ao me despedir da minha infância tardia. Lutava com minha imaginação para que ela continuasse fazendo de conta. Chegou o dia que não mais funcionou, e quando dei por mim, Emília já havia partido, sem despedir-se.

Nunca mais tive notícias suas. Mas um dia desses, ganhei de um amigo, um livro que me fez relembrá-la... Ou relembrar-me.

A história trata de um episódio na vida do escritor Franz Kafka. Um belo dia passeando pelo parque, encontra uma menina chorando, desconsolada, por ter perdido sua boneca. Então ele resolve criar uma fantasia, diz-lhe que sua boneca não se perdeu, nem foi roubada, ela na verdade, foi viajar, e que ele seria o carteiro de bonecas. Em suas mãos estava o coração da pequena, completamente entregue às suas histórias incríveis, de uma boneca que corria o mundo todo, conhecendo um país a cada dia, e reportando em suas cartas todas as belezas desse mundo.

Mal sabe esse tal amigo meu, que ele se transformou no meu carteiro de bonecas, me fazendo corresponder-me com Emília e a infância que ainda trago em mim.

Obrigada amigo.

27.3.09

12 pontos

Ai, ai...! Agora tá na cara. Tá não! Estão! Os 12 pontos. Para sempre no meu rosto, minha identidade. Uma estória pra jamais ser esquecida, e que vou contar incontáveis vezes durante minha vida. Sim! Caí! De cara! Levei 12 pontos, assim divididos: Dois no cucuruco, cinco no supercílio e cinco na bochecha. Olhando pra fotinho aí do lado dá pra ter uma ideia... tudo do lado esquerdo. O meu ladinho mais fotogênico.
Mas não tem nada não! "O que não me derruba é o que me fortalece"! Não é assim que costumam falar? Por cima das minhas imperceptíveis cicatrizes, renascerá todo o meu charme! Iupiiiiiiiiii! E digo mais: Depois disso que percebi o tamanhão da minha sorte. Caí da única maneira que poderia ter caído, para que não houvesse maior estrago, tinha uma médica amiga (incrível) do meu lado, amigos (igualmente incríveis e amorosos) me cuidando, bons profissionais me atendendo e costurando, e mais: Nenhum parafuso frouxo saiu do seu devido lugar. Tudo permanece na mais perfeita desordem de sempre, cá dentro da cachola. Melhor do que isso só se eu pudesse rebubinar a fita e voltar no tempo, à tempo de não tropeçar na coleira do cachorro e cair de cara na muretinha da varanda com a minha janta na mão.
Para quem ainda está preocupado, aviso: Tá na boa! ótima e essa história de ficar se lamentando da vida, não existe no meu vocabulário. Agradeço à todos as demonstrações de carinho e dengo (disso eu gosto muito), e aviso que ainda estou aceitando daqueles que não souberam ou não se manifestaram.
No mais é só!
Boa sorte à todos!
Lu

13.3.09

Fevereiro

Olhando meu blog agora, lamento não ter postado nada em fevereiro. De fato o mês foi bem curto e o carnaval bastante intenso... Costumo ficar bem ocupada nesses dias de folia, de bloco em bloco. Recuso-me, a saber, do que se passa no mundo. Mas tenho aproveitado bem meu tempo. Uma das coisas que tenho feito é não ligar o computador... Aliás, melhor seria dizer o que não tenho feito. E isso é algo do qual me orgulho. Essa máquina rouba minha atenção e algumas horas com suas hipnóticas informações em excesso. Tenho me bastado com duas horas diárias e obrigatórias durante o ao vivo da rádio, e . Mas também sinto falta muitas vezes de gravar minhas compilações de músicas para a minha amiga Manu, trocar o play list e fotos do meu Ipod, e simplesmente jogar conversa fora sem culpa com meus amigos no MSN, sem ficar me esgueirando offline, com preguiça de gastar tempo com bobeiras.
Me sinto um tanto usurpada ao passar hora de frente pra esse cérebro eletrônico. Não sei o que é! ...Ou porque é. Talvez mais uma das minhas crises de intolerância tecnológica... Mas ok! Estou certa de que essa máquina fria não entenderá, nem me cobrará a falta de atenção, mas espero que vocês compreendam.
Agradeço a boa vontade e atenção dispensada.
Beijos à todos.
Luiza

29.1.09

O gosto da mostarda.


(a mulher exclama): - Meu filho está à beira da morte! Diga-me mestre, o que posso fazer para salvá-lo?

( mestre serenamente, diz): - Traga-me uma semente de mostarda, de uma família onde nunca ninguém morreu.


(...)

Sem questionar, ela sai desesperadamente, batendo de casa em casa. E quanto mais ela procura, mais se depara com o sofrimento das mortes alheias, e da que estava por vir:

(a mulher aos soluços, anuncia): - Não há semente! ...Ele morreu.

(o mestre serena e respeitosamente, diz): - Então afogue suas mágoas e enterre seu filho.

(...)

Quando assisti a essa cena no teatro, me arrepiei e entendi a inevitabilidade da morte. A dor de um pai, pelo amor de seu filho, a dor do mundo inteiro e as muitas mortes que vivem em uma só vida, dentro e fora de nós. E quantos e quantos sepultamentos internos, temos que consentir durante uma nesga de vida? Acredito que a cena acima, contenha a maior de todas as dores.

Quando penso no tamanhão dela, apaziguo as minhas, e enterro os meus e os seus erros, e os nossos rancores. Nesse momento entendo bem a imagem da própria caveira arando seu leito... É preciso recomeçar. Tantas vezes quantas forem possíveis! É preciso a morte para abrir os espaços da vida. É preciso saborear a mostarda e sentir no fundo de seu amargor o gosto do recomeço.

Um brinde às muitas mortes dessa vida! Que re-floreçam!

24.1.09

...5, 4, 3, 2, 1!

Acho as comemorações de ano novo divertidas e curiosas... Ao mesmo tempo que parece uma linha de chegada, é também uma linha de partida... mas pelo menos aqui, no Brasil, ela é um "start" situado antes do real recomeço. Ela apenas dá início ao hiato que só finda com o primeiro grito de carnaval. Então sucede-se aquela baderna maravilhosa, como uma chuva de verão, e ao final o juíz apita o início da grande partida. Um Ano novo! Novínho em folha! Em folha branca, cheio de horizontes, pespectivas, espaços pra serem preenchidos. P-O-S-S-I-B-I-L-I-D-A-D-E-S!
Acho também divertida essa maneira de preencher a vida... Como se fosse possível mensurar essa linha de tempo, como se fosse tão certo vivê-la até esse novo "falso" recomeço, do próximo reveilon. O momento em que olhamos para trás e nos surpreendemos com as escolhas que fizemos, as promessas que não cumprimos - e pelo menos pra mim, qual é a distância interna da Luiza do início do ano para a do final.

O ano de 2008 foi surpreendente, transformador, místico cheio de presentes maravilhosos. O ano de 2008 me propôs ano novo, de verdade, a cada manhã. Confesso que poderia ter aproveitado melhor cada um dos meus dias, desse último ano, mas ao menos, aprendi que posso fazer todo esse balanço a cada final de dia. Que é possível fazer da vida mais produtiva e interessante, diariamente.

Deixo os meus cuprimentos pelo ano que findou, e saúdo o novo que começa a esquentar as turbinas. Apertem aos cintos, que aí vamos todos nós!
Boa sorte pra vocês. Vou "mandando notícias nesta fita", como diría o Chico.

Beijos
Luiza

21.1.09

Bloco de notas.

Gente... Depois de um longo tempo de silêncio por essas redondesas, resolvo dar o ar da minha graça, pra compartilhar um pouco dos pensamentos desses últimos dias:

BAHIA, PRAIA, SOL, MAR, REVEILON, PAZ, PRAIA, CHEIRO DE PROTETOR SOLAR 30, PRAIA, VENTILADOR, CHUVA, PRAIA, CALOR, PISCINA, FRUTOS DO MAR, PEIXE, CAMARÕES, SEREIO (PORQUE NÃO...?), AMIGOS, "AMIGOS DOS AMIGOS, ENCONTROS FORTÚITOS NO ELEVADOR, E DE PROPÓSITO NA ESCADA DE INCENDIO", SPOT DA DEVASSA, VERÃO, CÉU (MEGA) ESTRELADO, EM ANGRA, DE NOVO NA BAHIA (EU SAIO DELA E ELA NÃO SAI DE MIM)...MEDITAÇÃO,TRABALHO, RÁDIO, TV, FAMILIA, IRMÃ, RAIVA, DESPREENDIMENTO, LIMPEZA DE ARMÁRIO, SAMBA NO BRECHÓ, CASAMENTO, PAI, BOXE, PRECISO PAGAR O PILATES, FAZER AS UNHAS, CONTAS DE CELULAR, MARCAR MÉDICOS, CARTÃO DE CRÉDITO, 1KG E MEIO DE CAMARÃO LIMPO E SEM CABEÇA, IMÃ, GELADEIRA, CASA- ESCRITÓRIO, MÃE, APOIO, DECEPÇÃO, MEU CACHORRO LINDO, MEU IRMÃO (CADA DIA MAIS QUERIDO), AMOR, SITE DE RELACIONAMENTOS?, OUTRAS LÍNGUAS, NOVOS LIVROS, MEU LIVRO, PLANOS, ÁRVORES, PLANOS, PROJETOS, E MAIS PLANOS PRA 2009, PERSONAGENS, EXPERIÊNCIAS, PEÇAS, MÚSICA, CANTAR!, ARTISTAS, PESSOAS FAMOSAS, QUANDO JUNTA AS DUAS (ÚLTIMAS) COISAS... PRECONCEITO, PERDÃO, SENSIBILIDADE, CARINHO, BUDISMO, NAM MYOHO RENGUE KYO, CHAKUBUKO, ENSINAR, APRENDER, OUVIR, PACIÊNCIA, RESPIRAÇÃO, MUDANÇA, CLASSIFICADOS, APARTAMENTO, CRISE, BOLSA DE VALORES, BOLSO, ALUGUEL, FINANCIAMENTO, CONSÓRCIO?! CHAZINHO DE CAMOMILA NO FINAL DA TARDE, VIAGEM PRO EXTERIOR! ANALISTA: LISTA DE COISAS QUE PRECISAVAM SER DIVIDIDAS. ENCHURRADA! GUARDA CHUVA DE VERÃO! NOVAS REGRAS ORTOGRÁFICAS (!... ?)

Ufa! Tava meio entalada e sem saber por onde começar...
FELIZ 2009! O ANO DOS JOVENS E DA VITÓRIA!

11.12.08

Tem Samba nesse brechó!




Esse é o evento que tem tirado meu sono, ocupado meus dias e enchido meu coração de felicidade. Não tenho como agradecer às pessoas que estão tornando esse movimento possível: Leo Feijó e a equipe do Cinemathéque, Alexandre Amorim, pelos apoios das rádios Mix FM e Paradiso FM, à minha super parceira de "Hora do Blush", Isabella Saes e seu marido Paulão, ao pessoal do Instituto da Criança, à CW Marketing e todas as pessoas maravilhosas que trabalham por lá, ao Ricardo Soares, meu diretor do "Revista Brasil", na TV Brasil, à Juliana Paes por se dispor tão prontamente a ajudar, agradeço também à todos os músicos envolvidos, à Claudia Machado e sua equipe da "LekeLoko Produções, e aos que ainda estão por vir. Aproveito para convidar à todos que venham desfrutar dessa tarde agradável, de domingo, junto à mim e minha parceira Rachel. Não precisa trazer muita coisa, é só escolher algumas peças que você não usa mais, no seu guarda-roupas, e contribuir para uma boa causa.

Aí vai o serviço:

O que: Samba no Brechó
Quando: 21 de Dezembro de 2008 - Domingo.
Onde: Cinemathéque Jam Club – Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo (Próximo ao Metrô)
Hora: Das 14 às 20hs
Entrada: R$ 8,00 Reais.
E-mail: sambanobrecho@gmail.com
* A renda obtida com “Almoço do Aconchego”, assim como o Bar, será da casa.

Pedimos à todos que tragam suas sacolas de compras de casa. O Meio ambiente agradece!