Respirante em ebulição.

Luiza Sarmento, Brazil
Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias. Mostrar todas as postagens

13.3.12

Somente agora.

...e a vida o que é 
senão um acabar-se,
um consumir-se em moto contínuo
com a morte como norte
e todo o resto de adereço.

Se ao nascer a morte se avizinha
e não passa de uma noite bem dormida
no leito da latência
e desperta em seguida 
para nova experiência.
(Embora haja controvérsia).

Generosa que só,
admite que se duvide
a extensão de sua continuidade
Não importa qual seja a verdade
ela simplesmente, é.

Ah! Essa vida... 
então porquê aprendemos a viver
e vivemos enquanto aprendemos,
que quando a lição já está cumprida
é aí que se dá a despedida?


Não é por quê, e sim
pra quê,
pra quem, 
pra quando. 
E quando melhor do que o agora, 
onde a vida é fresca?


Não maldiga o presente, 
não subestime o futuro,
não se aprisione ao passado. 
Vamos deixar desde de já combinado
que o combinado é já. 

Vamos lembrar que somos inteiros e parte, também
Que ninguém é mais nem melhor que ninguém, 
e que todos somos por natureza, 
natureza. 

Olhe pra dentro! 
Enxergue a beleza. 
Pois a dança dos astros 
marca o passo com a dos átomos 
Que nada é exatamente o que parece.


Deixe todo dia sua prece para o planeta. 
Use sua prece pra lhe abrir o coração, 
os olhos,
e a veneta.
Para entender que ser feliz,
é uma oportunidade que não pára de acontecer
somente agora. 

18.2.12

Um novo amanhecer:

Quando o silêncio me liberta das palavras,
eu canto com ele 
e observo o universo dançar...

27.9.11

Homo Eternus

O homem nasce e sofre,

e se alegra,

e sofre,

e cresce,

e sofre,

e se alegra.

E se pergunta se é possível estar para além do sofrimento:

E assim o homem pariu Deus,

(…pelo menos é isso que ele pensa…).


Então ele olha pra fora,

e procura respostas,

mais óbvia: dinheiro.

…e ele trabalha,

e abre mão de (quase) tudo para ter estabilidade.

Ele ganha.

Ele perde.

Ele troca.

E pra grande maioria,

Mais perde do que troca.

Então ele se vê numa encruzilhada:

Ou ele desencana,

e abre uma cerveja,

Ou ele busca conhecimento.


O conhecimento diferente do dinheiro,

só se valoriza ao ser partilhado.

E quando multiplicado,

transborda do ser humano,

E deixa outras marcas na história.


E a história se expande!

E a natureza se encolhe...

E enquanto o homem procura:

Comida,

Dinheiro,

A chave de casa,

Sexo,

Solução para a andropausa,

E fareja pela imortalidade;

se depara com uma resposta:

E se desconfia maior que Deus!

E se depara com outros milhares de mistérios,

E se sente...

humano.

Nova encruzilhada:

Ou ele se ilumina,

Ou se deixa cegar.


E nesse meio tempo

o tempo passa.

E assim…

E assim,

Ele vê a morte chegando,

E avalia o seu apego,

E avalia o seu legado,

E sussurra sua prece,

Ou se desespera,

Ou se emociona,

Ou se conforma,

Ou se entrega,

Ou compreende,

e se despede.

10.8.11

Flagrada.

Sim. Eu aprendia a respirar enquanto ele nos sufocava.
Ele encheu minha vida com seu silêncio ensurdecedor e excitante,
E mesmo com o ar rarefeito, eu respirava, eu dedicava.
E os meus ouvidos se inundavam a qualquer ruído de sua pulsação.
Fui mais tesão, coração e boca do que qualquer intensidade de razão.
E agora ela desce às minhas vistas e veste-se sem pudores de meu olhos.
e com sua voz pouca e fria, nos flagra e sussurra-me:
...e a paz?!

1.6.11

Mantra

Minha vida era regida pelos fatos,

Tocada pelos sentimentos,

Dançada pelos argumentos.



...eu não ouvia a música.

8.5.11

Leite derramado em leito.

E então no leito do Sim

Hiberna roncando o sonoro Não

Enroscado no lençol um dia manchado,

Nomeia por pecado o tesão e o beijo puro.

E o suculento amor de outrora,

Sequer pinga.

Resmunga o leite derramado em leito.

Hoje seco, hoje duro

Sorrateiramente retira-se do peito despido

Esticando o seu último olhar comprido por sobre os ombros,

Observa os corpos em escombros,

E como sonâmbulo, despista-nos.

Lamenta marchando firme ao horizonte

Levantando o passo como que para livrar-se da sombra

Que náufraga em nós, também nos abandona.

E lá vai o amor caminhando,

Na certeza de que é no mais escuro da noite fria

Que desponta calmo e luminoso

O novo dia.

`As voltas com Saturno.

Quando Saturno despontou

Me encarei, olho no olho

No espelho. Percebi:

Passei a vida

Tateando imagem refletida.


Quando Saturno retornou:

Iludida, pasma,

Sem tocar a mim mesma,

Perguntei:

Quem eu sou?

Onde estou?

Onde andei?


Súbito

O vento mudou,

A terra tremeu,

O céu escureceu

Um tsunami me lambeu!


Quando Saturno me atropelou,

Me toquei:

Levante-se só!

Desejo é o que te move!

E foi assim que minha história começou:

Mirando o espelho,

Olho no olho,

Me repari aos vinte e nove.

16.8.10

20.7.10

Dia do amigo.


Se me pedir pra definir amigo, digo:

O amigo é um sujeito

Que eu quero comigo.

E como não poderia?

Serve pra dor, serve pra alegria

Serve para o amor, serve pras manias.

Amigo serve de montão!

Não precisa ser todo dia,

Não precisa ter um milhão.

Basta dar a certeza,

De um porto seguro,

Um irmão.


Não precisa durar pra sempre.

Às vezes passam na minha vida,

Pra ajudar a curar a ferida,

Pra suportar as tempestades

Ou mesmo nas monótonas calmarias.

Amigo é bom para as noites,

É bom também para os dias

Amigo serve pra deixar a vida leve.


Pois são os amigos,

Do lado esquerdo do peito

Que nos fazem enxergar

Que amigo também tem que deixar

O outro respirar

Senão intoxica

Amigo bom também vai,

O paciênte é o que fica.

E o mesmo bom às vezes volta.


Amizade verdadeira deixa marca

Fica no corpo feito tatuagem,

Rasga a pele feito ferida

Vira um companheiro de viagem

Amigo esperto aproveita a briga

Transforma em crescimento.

Dá pra poesia seu argumento.


E não sei o que de mim seria,

Se algum dia não tivesse vivido,

Ouvido,

Doído,

Moído

Assistido

Meu crescimento

Ao seu lado

Por sua causa.

Por minha causa,

Por nossa grande causa amizade!


Digo de coração

A verdade é que amigo

Eu quero sempre comigo

Para sorrir, Para doer

Para viver,

Para morrer de amor.

Amigo para ver o dia nascer,

Até a vida se pôr.

30.1.10

Vitória



Vitória , Vitória…
Da coxia da sua vida
Já bolava sua história.

Filha de um lampejo
De um desejo do destino
Quis a sorte que a sorte nos brindasse
Com um presente inesperado,
Com seu nome como hino.

Vitória! Vitória!
Sua luz resplandeceu
Um Buda nasceu
Venceu a latência
Floriu a urgência da vida.
Feminina, iluminada, destemida…
E o universo se viu seduzido.

Vitória! Vitória querida,
Se chegue e aproveite dessa lida
Sonora, saborosa, tátil, colorida.
Nem sempre sera fácil
Nem sempre sera bela
Mas seja sempre corajosa
E a viva bem vivida.

Vitória! Vitória chegou!
Nam Myoho Rengue Kyo
Nam Myoho Rengue Kyo
Nam Myoho Rengue Kyo
A vontade brilhou na tua história
O amor a gerou,
Seu destino é sua glória
Em seu nome lê-se: Vitória!