Respirante em ebulição.

Luiza Sarmento, Brazil

25.4.08

O Deus de Drummond

O Deus de cada homem

Quando digo “meu Deus”,
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.

Quando digo “meu Deus”,
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.

Quando digo “meu Deus”,
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.

Quando digo “meu Deus”,
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.


(Carlos Drummond de Andrade)

11 comentários:

Luiza Sarmento disse...

Meu Deus!
Divinas palavras!

ღ Izabella Coelho disse...

Muito bonito! Sábias palavras de Drummond.
Nossa, enquanto eu escrevia o comentário na sua outra postagem vc já estava postando outra!
Minha organização “capricorniana” não acompanhou, hahaha. Ainda bem que meu ascendente é Leão (até parece que entendo tanto disso, rs)
Beijão

maria disse...

ui ui...

bjocas, lu!

ops...e aqui: essa foto aí dos pés e o arco-íris não é de cristina nehuma não.. .é minha! rs.

bj
www.quemsouessa.zip.net

Luiza Sarmento disse...

Perdão amiga!
Já corrigi!
Beijo

Vinícius disse...

Do romance "Um,nenhum e cem mil", de Pirandello,e aborda uma passagem do personagem Vitangelo Moscarda:"numa certa manhã,sua mulher,Dida, faz um comentário desprentesioso sobre seu nariz - que era levemente torto para direita;Vitangelo, ao constatar que nunca percebera aquele seu singelo defeito facial, se dá conta de que talvez nunca soubera qualquer coisa sobre si.Ele brada:"Como suportar em mim este estranho?Este estranho que eu mesmo era para mim?Como não ver? Como não conhecer?Como ficar sempre condenado a levá-lo comigo,em mim, à vistas dos outros e no entanto invisível para mim?"

Daniel Basilio disse...

Lindas palavras, de fato! Não conhecia esse blog e gostei muito mesmo! Lindo!
Beijos

Equipe WeroGraph disse...

Oi lu,
lembrei de um texto, do filme o corvo..
"Deus, é Mãe no coração de uma criança.."
bjinhoss

maker disse...

"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...]".

"Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.
E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora"

- Fernando Pessoa, O Caminho da Serpente

maker disse...

2012: O ano em que perderemos contato
tem até um filminho com com as partes 2 até 5.


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=7475&onde=2

Monique disse...

Como já disse Tom Jobim numa canção, "onde anda Luiza"?

maker disse...

Em 11 de janeiro de 1996, uma criança incomum nasceu na cidade de Volzhsky, na região de Volgograd, Rússia.
Quando saiu da maternidade, de volta ao lar, Nadezhda começou a perceber que o menino, chamado Boris, tinha um comportamento singular: raramente chorava e nunca solicitava qualquer alimento. Ele crescia como as outras crianças mas começou a falar aos quatro meses e dizia frases inteiras aos oito meses. Com um ano e meio, lia jornais. Os pais deram a ele um jogo de peças para montar figuras e ele começou a elaborar estruturas geométricas combinando diferentes partes com precisão. "Eu tinha a impressão de que nós éramos como aliens para ele, aliens com os quais ele estava tentando se comunicar" - disse a mãe de Boris ou Boriska, como é chamado pela família.

Boriska começou a desenhar figuras que, à primeira vista, eram abstrações nas quais se misturavam tons de azul e violeta. Quando psicólogos examinaram os desenhos, disseram que o garoto estava, provavelmente, tentando representar a aura das pessoas que via ao seu redor. Aos três anos, Boris começou a conversar com seus pais sobre o Universo. Ele sabia nomear todos os planetas dos sistema solar e seus respectivos satélites. Falava também nomes e número de galáxias. Isso pareceu assustador e a mãe pensou que seu filho estava fantasiando; por isso, resolveu conferir se aqueles nomes realmente existiam. Consultou livros de astronomia e ficou chocada ao constatar que Boris, de fato, sabia muito sobre aquela ciência.

Os rumores sobre o "menino-astrônomo" espalharam-se rapidamente na cidade. Boriska tornou-se uma celebridade local e as pessoas começaram a visitá-lo para ouví-lo falar sobre civilizações extraterrestres, sobre a existência de antigas raças humanas de gigantes, sobre o futuro do planeta em função de mudanças climáticas. Todos ouviam aquelas coisas com grande interesse embora não acreditassem nas histórias.
Ainda segundo Lugovenko, é possível medir as faculdades extrasensoriais das pessoas com o auxílio de equipamentos especiais e através de procedimentos muito simples. Cientistas de todo o mundo têm-se se empenhado na pesquisa desses fenômenos a fim de revelar o mistério destas crianças extraordinárias, como o garoto Boris. Um dado interessante é que nos últimos 20 anos, bebês dotados de habilidades incomuns têm nascido em todos os continentes.

Os especialistas chamam estas crianças de indigo children ou "crianças azuis", possivelmente uma referência ao avatar indiano Khrisna que, segundo a lenda, era azul. "Boriska é uma dessas crianças. Aparentemente, as "crianças azuis" têm a missão especial de promover mudanças em nosso planeta. Muitas delas possuem as espirais do DNA notavelemnte perfeitas o que lhes confere uma inacreditável resistência do sistema imunológico capaz de neutralizar a ação do vírus da AIDS. Eu [Lugovenko] tenho encontrado crianças assim na China, Índia, Vietnam entre outros lugares e estou certo de esta geração mudará o futuro da nossa civilização.